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Banda 365 lança disco de inéditas e volta à boa fase

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Com certeza o 365 é uma das principais bandas paulistanas da década de 1980, muito por causa de duas músicas: São Paulo e Grândola (Vila Morena), bem conhecidas do público roqueiro trintão e quarentão. Ambas foram tocadas nas rádios daquela época e caíram no gosto dos fãs de rock e punk rock.

Porém, o 365 não ficou parado no tempo e, quase 30 anos depois de iniciar as atividades, volta com disco novo (O Destino) e estreia outra formação. Juntam-se aos remanescentes Ari Baltazar (guitarra) e Miro de Melo (bateria), o vocalista Neto Trindade e o baixista Robertinho Pallares.

O novo trabalho conta com ótimas composições e uma banda coesa. Mas, quem pensa que o rótulo de punk rock restringe a um som direto e sem muitas investidas em letras e arranjos bem elaborados está enganado. O 365 mostra que é possível fazer música de atitude e bom gosto, a exemplo da própria faixa título deste novo trabalho.

O blog do EM Aulas conversou com o 365 para saber como está esta nova fase. Confira:

EM Aulas - Como foi o início do 365?

Miro de Melo - O 365 começou em 1984 após uma apresentação frustrante da minha antiga banda, o Lixomania, no programa Fábrica do Som (TV Cultura). Houve uma briga em plena gravação e o punks vinham sofrendo perseguições de todos os lados e já estava muito difícil para as bandas da época mostrarem seus trabalhos. Resolvi continuar tocando e montar uma banda nova com outra proposta. Estava na casa da Fernanda, hoje esposa do Dado Villa Lobos (guitarrista do Legião Urbana), e comentei com ela que queria montar uma banda que o nome tivesse números e com algum significado. Ela sugeriu "365", que remete ao ciclo de dias do ano. 

 

EM Aulas - Como foi entrar em estúdio e gravar um disco novo após mais de uma década sem lançar nada novo?

Miro de Melo - O disco novo, pra mim, depois do primeiro é o melhor disco da banda. Ele trouxe de volta  uma banda mais madura, mais rock; e canções mais bem arranjadas, sem perder a essência musical que o 365 sempre teve. Ficamos 2 anos fazendo experiências para construir este novo trabalho. Eu e o Ari tivemos que compor letras, coisa que não acontecia há muito tempo, e tivemos a felicidade de fazer grandes canções.

 

EM Aulas - E o público nos shows, ainda reage melhor às músicas mais antigas, ou o repertório novo já está caindo no gosto dos fãs da banda?

Robertinho Pallares - Vejo o público cantando junto e transmitindo alegria pra banda. Muitas vezes chego a ficar arrepiado de tão legal que é. Isso se dá, normalmente, nas músicas mais conhecidas, como São Paulo e Grândola (Vila Morena); embora, muitas vezes, somos surpreendidos com a galera cantando várias, inclusive músicas novas. Isso sem contar os fãs de carteirinha que cantam realmente todas. É sensacional!

EM Aulas - Como vocês enxergam o atual cenário musical?

Neto Trindade -  Me parece que vem aí uma nova era de transformação no cenário musical. A música está banalizada e não muda há algum tempo. Acho que, atualmente no Brasil, existem algumas cenas com vários artistas ótimos. O rock promete voltar com tudo com bandas novas e velhas bandas numa nova roupagem, atualizadas. Está aí a internet pra provar.

 

EM Aulas - O 365 teve algumas formações bem diferentes. Em uma delas você, Neto, foi baixista e o Robertinho era roadie. Como acabou se formando o 365 atual?

 

Neto Trindade - Minha primeira entrada no 365 foi em 87 ou 88, a convite do Mingau, que era baixista na época. Eu era muito novo e não deu certo.  Entrei novamente e sai umas cinco vezes como baixista. Depois disso, gravei o terceiro disco “Do Outro Lado do Rio” e fiz um trabalho sólido solo de reggae, onde trabalho paralelamente até hoje. Confesso que, cada dia que passa, me surpreendo com minha capacidade vocal no 365. Só tenho que agradecer.

 

Robertinho Pallares - Os ensaios do 365 se davam, na época, na casa do Ari, em Guarulhos (na Grande São Paulo), há poucos metros da minha casa. Então, peguei amizade com os caras e passei a fazer parte diretamente da banda. Fazia contato com produtores, casas de shows, rádios, TV, etc. Isso passou a fazer parte da minha vida, foi quando me interessei pelo contrabaixo, instrumento esse, que se sente mais do que se ouve. Começaram os sonhos de tocar baixo profissionalmente. Procurei uma escola, comecei a estudar e montei minha própria banda (Facto) em meados de 1988. Passei por várias bandas, mas com o coração sempre voltado ao 365. Um certo dia, depois de ser roadie da banda, fui convidado pelo Ari e o Miro pra 'fazer um som'. Daí em diante fui baixista da banda em algumas formações, inclusive na melhor delas que e esta atual. Um prazer incrível subir aos palcos e realizar meu sonho de tantos anos junto à banda que eu admiro muito desde a minha adolescência.

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Evandro De Marco é jornalista, músico e Diretor de Conteúdo do site EM Aulas (www.emaulas.com.br) especializado em cursos, videoaulas, workshops e treinamentos.

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